" Muitas são, Senhor meu Deus, as maravilhas que tens operado para conosco, e os teus pensamentos não se podem contar diante de ti; se eu os quisera anunciar, e deles falar, são mais do que se podem contar." (Salmos 40:5) " 

ATITUDES QUE AFASTAM PAIS E FILHOS


Ter uma relação bem próxima com os filhos é o que todos os pais desejam. Mas você sabe que essa é uma conquista que depende de muita dedicação e empenho. Isso porque algumas atitudes, mesmo que tomadas com a melhor das intenções, acabam por prejudicar o entendimento mútuo, tornando o convívio muito difícil.  
 
Julia Milani, pedagoga da assessoria educacional Terceiro Passo, explica que os comportamentos que geram a quebra de confiança e de respeito são os mais prejudiciais. “Os principais erros, nesse sentido, são as ações invasivas, quando a privacidade e as escolhas dos filhos não são respeitadas”, diz.
 
Muitas vezes, os pais agem querendo acertar, demonstrando cuidado, preocupação e afeto, mas é preciso encontrar um equilíbrio. “Devemos ter sempre em mente que o respeito e o diálogo são fundamentais para entendermos o outro”, afirma a especialista.
 
O que fazer?
 
A psicóloga Ceres Araújo explica que se mostrar próximo é muito diferente de se submeter à vontade das crianças. “O que vemos muito atualmente são pais que se sentem culpados por não darem toda a atenção que gostariam, mas acabam, com isso, fazendo concessões”, afirma.
 
Ou seja, você pode manter um vínculo forte e sincero sem se transformar em uma “refém” dos filhos, impondo limites com carinho. Além disso, não desanime diante das manhas e birras. “Muitas vezes, o que as crianças precisam é de ordem e disciplina, pois isso lhes dá a sensação de proteção e enriquece o relacionamento”, diz. 
 
O que não fazer?
 
Veja abaixo algumas atitudes que devem ser evitadas para que o seu convívio com os pequenos seja forte e saudável: 
 
  • Ausência: participar é fundamental. Levar trabalho para casa ou nunca estar disponível, por exemplo, pode dar a ideia de que você não valoriza seus filhos. Incentive atividades que despertem o interesse de todos, como a leitura e brincadeiras que estimulam o convívio familiar;
  • Críticas: elas fazem parte da educação, mas devem ser construtivas. Ao fazê-lo, tente sempre dar uma contrapartida, valorizando as atitudes boas da criança. Dessa maneira, você mostra o quanto sente orgulho dela;
  • Ambiente hostil: viver em uma casa em que os pais vivem brigando é prejudicial, ao ponto de os filhos verem os conflitos como parte da vida familiar. Se o casamento está com problemas, ou se o casal discorda de muitas coisas, aprofunde o diálogo longe das crianças e dê um basta às discussões desnecessárias. Além disso, invista em pequenas atitudes que revigoram o relacionamento;
  • Desconfiança: ouça os seus filhos e demonstre sua crença no que dizem. Mas, para isso, promova uma conversa aberta para que eles se sintam mais à vontade. Se disseram alguma mentira antes, não quer dizer que farão isso sempre;
  • Compensação material: não tente dar presentes em excesso, cedendo a qualquer pedido, para se sentir melhor. Além de enfraquecer a relação, as crianças não aprendem o valor do dinheiro e se acostumam a querer cada vez mais;
  • Falta de disciplina: muitos pais acreditam que dar liberdade ajuda a manter o convívio mais “amigável”. Mas os pequenos precisam aprender a obedecer e a ter limites, da infância à adolescência. Lógico que o controle em excesso não ajuda, assim como ser condescendente pode se transformar em descaso, o que faz com que a criança, muitas vezes, abuse para chamar a atenção.
 
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